Leituras francesas, argentinas e brasileiras

Circulando rapidamente entre os feeds, enquanto reúno artigos e fontes para a pesquisa, encontrei algumas coisas interessantes para quem se interessa por jornalismo científico, e por jornalismo, afinal:

  • Via António Granado (sempre uma fonte atenta e sucinta), cheguei à edição da revista Les Cahiers du Jornalisme, especial sobre…adivinha. Um bom motivo para pegar novamente o dicionário de francês. Uma das instituições participantes da iniciativa é a Universidade de Laval, no Canadá, que contribuiu muito com o especial multimídia sobre a história da presença da ciência na imprensa.
  • Veja como é a vida na Internet: você navega, acha um link para uma publicação francesa, e segue a navegar. O próximo link que te chama a atenção te leva ao país vizinho. Isso mesmo: professores da Universidade Nacional del Comahue, no norte da patagônia, Argentina, mantém o blog Periodismo y otras yerbas, onde se encontra um post muito útil que busca somar artigos e livros que abordem o estado da arte dos estudos sobre jornalismo digital. Vá lê-los, que eu vou também;
  • Uma matéria no Guardian aponta para o aumento do caso de fraudes na divulgação científica, e mira em alguns fatores: o atual sistema de financiamento focado na quantidade, o grande prestígio que publicações como Nature e Science acabam conferindo aos pesquisadores que se tornam pautas, a pressão por mais publicações para conseguir mais prestígio.
  • Uma das minhas leituras sobre jornalismo científico encontrou esta descrição crítica cunhada pelo sempre respeitado José Marques de Melo:

O jornalismo científico não é e não tem sido uma atividade voltada para a democratização do conhecimento, para a divulgação daqueles processos de produção do conhecimento novo, capaz de adquirir relevância social.

(no livro Teoria do Jornalismo –  identidades brasileiras, pág. 117)

Isso faz com que o alerta se acenda. Antes e além de interessado em pesquisa, estou na condição de profissional que tem não só a possibilidade como o dever de atuar nessa área. É uma puxada de orelhas e tanto, e é bom que ela surta efeito.

 

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